Maio 20, 2009

Se este blog fosse o twitter

- eu diria que correr só é bom na hora que chega. Nunca acreditei na onda da endorfina.
- eu diria que quanto mais a gente faz, mais a gente consegue fazer. E o contrário também acontece.
- eu diria que minhas novas paixoezinhas têm prenome, nome e sobrenome, a saber: serigrafia, pirografia e acrobacia.
- eu reclamaria da cara de pau de muita gente.

Todo mundo devia ter uma atividade motoro-terapêutica na vida. Pode ser um esporte, mas desconfio. É melhor que seja algo de criativo, mesmo que seja muito físico. Tardia o enlouquecimento precoce. Estou irremediavelmente apaixonada pelas aulas de acrobacia aérea. E pelo trabalho na oficina, com as noites estendidas em serigrafia. Uma cachaça*. Aí compara: semanas atrás, saí pra correr num domingo e fui agredida por uma mendiga. Do nada. Me olhou e achou que eu merecia um empurrão. Covardia… A pessoa vence a inércia, sai pra correr debaixo do calor no meio do final de semana e sofre uma agressão. Ligue os pontos.

*Cachacinha 2: como se não bastasse a delícia das serigrafias, compramos um pirógrafo pra oficina. É aquela canetinha que escreve em madeira e, sabe-se lá porque, ficou popular em feirinhas de artesanato, fazendo sinalizações como “pipi room”, “é aki ki nóis bebe”. Odeio essas palavras com K. Aliás, odeio qualquer palavra com K substituindo o Q e o C.

Repare só como as pendências sempre se multiplicam. Quanto mais você resolve, mais elas entram numa onda de reprodução descontrolada. E chega um momento em que você resolve tudo, vira uma máquina, dá conta de pepinos animais, minerais, faz tudo certo numa velocidade incrível e nem acredita. Aí, sem muita explicação, essa onda passa. Você naturalmente assume um ritmo mais leve, vai relaxando, dorme noites mais longas, almoça com cafezinho e tudo e, pronto, perde a mão pra resolver problema. Tudo na vida é treino.

Já se imaginou falando pra um dentista, por exemplo: “oi, eu sei que esse tratamento custa mil reais. Mas como eu tive que vir de taxi, vou pagar só novecentos e sessenta, tá?”. São coisas parecidas com essa que de vez em quando eu ouço no trabalho.

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3 Comments Add your own

  • 1. lucas Duque  |  Maio 21, 2009 at 11:55 am

    YEAH!
    Rage against the machine.

    Responder
  • 2. Mateus  |  Junho 12, 2009 at 9:36 am

    aki, comofas pra konhcer a ofikina?

    Responder
    • 3. vivian  |  Junho 14, 2009 at 7:27 pm

      tem que chegar de bicho, bora? A gente desencanta o almoço e vc vem conhecer o cafofo.

      Responder

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