Ladrão que rouba ladrão
Add comment Abril 23, 2009
me intriga
Quando senhores e senhoras da meia-idade correm com fones de ouvido, qual é a música que eles escolhem? Barry White? Clara Nunes? Frenéticas? Tim Maia? Qualquer dia eu pergunto.
1 comment Abril 15, 2009
Isso aqui ô ô…
“Tem gente que precisa de remédio pra dormir, mas a maioria precisa mesmo é de remédio pra acordar”. Fui dormir pensando que essa frase fazia o maior sentido e acordei sem saber se era mesmo isso tudo. Metalinguagem?
…
Voltei de uma semana de mini-férias. Fui visitar a irmã em Austin. E aeroporto é engraçado… Aquela formalidade. Nos EUA então, mais protocolo ainda. A gente chega robotizado, faz tudo como manda o figurino, ensaia as respostas na imigração, anda com tudo o que é mais importante ao alcance dos dedos. Eu que sou control freak assumida fico pior ainda: o compartimento pequeno da mochila tem os recarregadores de tudo. O do meio tem pashmina pro frio do avião. O grande tem laptop, revistas e a biografia do Tim Maia. Na bolsa de mão, só a papelada de viagem (em compartimento próprio), necessaire, caneta, comida e chiclete.
Já desembarcada, a gente passa a fazer tudo pedindo licença, desejando saúde, dando obrigada E de nada, pedindo desculpa, etc. Um intensivão de cordialidade e bons modos.
Aí vem a hora de voltar. E já na chegada do guichê de viagem, os indícios não deixam dúvida sobre o destino de todos aqueles passageiros: todo mundo espalhado pelas cadeiras, tocando o zaralho, falando alto, rindo alto, reclamando alto, dando bronca nas crianças. Meu vizinho de espera abriu o laptop pra conversar com a noiva pelo skype. Ela de toalha, via satelite para Atlanta. Era impossível não olhar.
Eis que a mensagem trazida pelo funcionário da DELTA chamou mais atenção:
“Estamos a procura de 6 voluntários que possam trocar a data de viagem de hoje para amanhã, no mesmo horário. Como retribuição, a DELTA oferece valor de diária e hospedagem em Altlanta e ainda um crédito de 600 dólares na próxima passagem comprada.
Mais moleza que isso só empurrar bêbado em ladeira.”
Bem vindo ao Brasil.
4 comments Abril 13, 2009
Nova esfinge
Parece mentira, mas a história se repete: mais uma vez, a caminho do escritório, uma nova peça publicitária faz bate-e-volta na minha cabeça. Leio, releio e fico na mesma.
De novo, é para um colégio, o que me deixa especialmente intrigada. Tá aqui:

Transcrevo aqui:
“Liberdade de expressão: quem manda mais, a Constituição do país ou o inspetor da escola?”
Na boa, como diz um amigo meu, isso só pode ser copos de maconha.
1 comment Março 18, 2009
Não é magia

Tem gente que acredita em mágica.
Não, vamos lá, não romantize. Isso não é sobre paixões mágicas, viagens mágicas, lugares mágicos. Falo daquela mágica cotidiana, que a gente insiste em pensar que existe.
Confesso: em 2003, passei um tempo acreditando em gasolina mágica. Abasteci num posto e rodei, rodei, rodei até ter que ir a outro. Levou semanas além do normal e, por um momento, achei que eu tinha sido agraciada com um combustível infinito. Mas não.
Em alguma circunstância, todo mundo acredita em mágica. O “tubo mágico”, por exemplo, é uma crença muito comum entre maridos e irmãos mais novos. Eles crêem que existe um mecanismo (de sucção) que escaneia cômodos da casa à procura de roupa suja. E cada peça encontrada é sugada e convertida numa peça igual, em versão limpa, que surge dobrada e cheirosa na sua respectiva gaveta. Outro grupo crédulo é o de pessoas que acreditam na água mágica, que mina gelada de garrafas que ficam vazias na geladeira. É quase uma abiogênese (lembra daquela finada facção de cientistas que juntava trapinhos sujos, com restos de comida em caixas de sapato e achava que dali nasciam ratinhos? Então, mesma coisa).
São muitas as magias que nos seduzem: as horas mágicas, elásticas, que nos fazem acreditar que dá pra cruzar a Voluntários da Pátria em 15 minutos. As dietas mágicas, que “enxugam” medidas em 1 semana. Os cheques mágicos, que, parcelando os gastos, nos fazem acreditar que são menores. E os mágicos profissionais, que trazem o amor de volta em 3 dias (e se ele for o John Cusakc e estiver gravando na Austrália?).
E amanhã é Carnaval, período mais mágico não há: homem vira mulher, mulher vira coisa, rua vira banheiro e o fígado vira papa. Esse ano eu tô fora. Vou fazer a mágica do desaparecimento.
2 comments Fevereiro 20, 2009
Já repararam…
que quando a segunda é dois, a terça é três, a quarta é quatro… a outra sexta feira é treze?
Essa sexta tem. É a primeira de 3 em 2009.
Add comment Fevereiro 11, 2009
Irritável
Sabe o que é uma droga? Usar Nextel. Tenho pouco tempo de uso e, de uma hora pra outra todos os “pi-piis” (insira aqui sua onomatopéia de toque preferida) me alarmam. Eu ouço o rádio dos vigias da rua e acho que são comigo. Ouço o rádio dos taxistas e procuro o meu na bolsa. É um convite a paranóia.
Li agora no Briefing com Fritas, do Alvinho, que ele se irrita com as smart words, aquelas palavras que os eletrônicos criam às custas de nossa distração: você começa a escrever “cartela” e ele cisma que é “carta/ cartão”. Você tenta “baranga” e ele só dá “baralho”. Sou solidária. Tenho uma amiga que mandou uma mensagem de fim de ano a todos os seus contatos e assinou “Gabi”. Ela não viu a tempo, mas foi “Gabinete”.
Outra coisa que é uma droga é esse calor. Tá demais. Desce um inverno rigoroso, no capricho, por favor.
Add comment Fevereiro 11, 2009
meme
Convidada pelo meme da Roseana (não confundir com a Rosana, que é sempre citada aqui também), tento descrever o que amo, com o que sonho, o que me dá medo, do que gosto, o que me acalma e o que gostaria de aprender. Nessa ordem, hoje é isso, mas tudo muda.:
1. Um amor recente: a 5a feira. Aprendi a amar esta que é a véspera do melhor dia da semana e desde que realizei isso sinto que ampliei a euforia semanal. Além da 5a, amo o marido, a família, a idéia de aumentá-la, a atemóia, o Jardim Botânico, o trabalho, as viagens de férias, o baú vermelho.
2. Os sonhos são muitos, mas o objeto do desejo desse ano é a casa própria.
3. Tenho medo de ficar presa dentro ou fora de casa. Tenho medo da dengue e de dar pau no HD.
4. Eu gosto de azul quase verde. De bolinhas, de listras. De entrar em cafeteria, de sorvete de iogurte, de passar na Cobal pra comprar flor e esfirra.
5. Acho que essa é a mais difícil, porque eu sou naturalmente uma pessoa calma. Talvez seja melhor dizer o que acaba com a minha calma, e essa é fácil: um tipo de pessoa que gosta de ser burra (e isso se desdobra em várias categorias irritantes).
6. Ah, eu poderia aprender francês. E também não seria nada mal cozinhar horrores, fazer de tudo na cozinha, chamar os amigos e improvisar um rangão e tal. Ia adorar.
4 comments Janeiro 30, 2009
achados e perdidos
_acharam que ela é doida. Eu que já sou mais acostumada, não atentei muito, mas ela tava alterada mesmo….a culpa foi sua? Teve uma parte que eu fiquei apreensiva.
_ela desistiu porque acha que comeu um frango contaminado no almoço e está de piriri na firma, esperando o marido buscá-la.
_donde se entende apenas a pergunta “você é bicha?”…uma pergunta bem useless, diga-se de passagem…
_aqui tá ridículo, o Rio de Janeiro foi evadido.
_não é bonita a nossa guarda nacional?
_Lu Balde, Lu samambaia…
(eu não vou regar)
_passei o dia de hoje pensando que seu AmEx deve estar fazendo falta. Vai que alguém te chamou pra dar um pulo em Paris de tarde.
_caça o tomate. Ou então o malícia, que é mais rosado mas ainda assim aberto, quase cafona. Lindo.
_não sei se meu marido já confirmou, mas estaremos lá. (e o meu porco você pode mandar soltar).
_sem querer xeretar, abri um pote em cima da pia – achei que era da esponja e detergente – e encontrei um bolo que deve estar mofando há dias…
_ontem foram só 7 horas e meia de almoço e acréscimos… coisa pouca.
_mulherada frenética a boreste.
_pedimos a ajuda de vocês para entendermos que tipo de criaturas frequentam o empreendimento.
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Hoje foi dia de limpa. E isso é parte do que foi encontrado na faxina de emails de 2008.
3 comments Janeiro 29, 2009

