Só para a Tati

Fizemos uma série de posters serigrafados lá na oficina. Pra inaugurar os trabalhos, escolhemos essa letra do Jorge Drexler:

“hay manos capaces de fabricar herramientas
con las que se hacen máquinas
para hacer ordenadores
que a su vez diseñan máquinas
que hacen herramientas
para que las use la mano”

Ficou tão bonito – olha que modesta – que deu vontade de mandar pra ele, lá na Espanha. Mas, antes que isso acontecesse, ele veio ao Brasil.

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(eu, sem goró, explicando o processo de serigrafia do poster pro dono da letra).

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(ele, sendo o cara mais gentil do mundo).

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julho 29, 2009 at 7:25 pm 4 comentários

Dedução

No flyer da Cia de Teatro Contemporâneo:

Curso de reciclagem para atores
Pergunta: o que você anda fazendo da sua carreira?
Quinta – das 14h às 17h.

Resposta: pelo visto, PN.

julho 6, 2009 at 7:33 pm Deixe um comentário

Misterinho

O Jorge Drexler é o cara mais gentil do mundo. Depois eu mostro porque.

julho 4, 2009 at 8:58 pm 1 comentário

Cuidado, frágil

Adoro esse nível de sutileza.

UVA e Califórnia mai 2009 211

Foi a Ju que viu e me mandou “de presente”. Ela explica que o aviso ficava dentro de uma loja que vendia relógios, coisinhas, caixinhas de música super delicadas. O tipo de loja que exige movimentos friamente calculados.

Valeu, Ju.

junho 14, 2009 at 7:35 pm Deixe um comentário

chá gelado

Outro dia a gente foi comer pizza, eu e mais 4 (depois 6) homens, sendo um marido. Eles comeram, eu não…tava ainda entalada com o bolo que deu errado. Aquêêle. E na mesa atrás de nós um casal parecia estar vivendo seu primeiro encontro. Os indícios eram claros: 1. sentaram-se dentro do salão, depois pediram a mesa de fora, para fumantes. Um dos meninos disse que isso era coisa de quem não sabe que o outro fuma, se não teriam partido logo pra mesa ao ar livre. 2. Os dois estavam de preto, “pra não errar”, pensamos unanimemente. 3. Estavam também um pouco arrumados além da conta pra pizza de domingo. Ela de salto alto de verniz e tudo.

A gente torceu pelo casal, e no início tudo corria bem. Tudo que um falava o outro levantava as sobrancelhas, sempre interessado. Gesticularam com graça, mastigaram garfadas pequenas, aquela coreografia bem educada. Mas tinha uma coisa estranha. A menina pediu meia garrafa de vinho e o rapaz um ice tea. Ai-ce-tiii. Broxante.

Dali em diante, assistimos no gargarejo a vertiginosa derrocada de um encontro. Voltando do banheiro, um dos amigos disse que ouviu ele dizer pra ela “você tem que ser menos travada”. É, vacilo dela.

maio 27, 2009 at 9:34 pm Deixe um comentário

Dor de cotovelo

Agora eu sei o quanto dói: pra caceta. Bati hoje com o cotovelo na torneira do box. Anos de experiência em auto-ensaboamento não me isentaram dessa.

maio 25, 2009 at 5:39 pm 2 comentários

gentileza gera…

Quis fazer um bolo pra comadre. Ela comentou sobre um bolo de abobrinha, que eu adoro fazer, e fiquei morrendo de vontade de fazer um pra ela. Fui ao supermercado, comprei abobrinhas lindas, comprei castanhas do pará e canela, que são perfumarias da receita, mas fazem toda diferença. Cheguei em casa, pus roupa de fazer bolo, resgatei as instruções da última gaveta, espalhei os ingredientes na pia, ovos, óleo, açúcar mascavo e…ué, cadê a farinha? Abre porta, fecha porta, abre outra, fecha outra, revira o fundo de armário, gaveta, tudo. Nada.
No dia seguinte, domingo, supermercados fechados, apelei pra padaria do coração: “vocês vendem farinha de trigo? Haha, não, farinha não, porquê?” Contei a saga da véspera. A atendente se solidarizou “é horrível quando acontece isso…não tinha nem um vizinho pra pedir”. Falei que não, mas na verdade tinha, mas eu que não ia bater a procura de farinha no sábado a noite.
“quanta farinha? Duas xícaras? Toma, câmbio negro por conta da casa”. Adorei a cortesia. Prometi um pedaço do bolo a ela, se ficasse bom.

Não foi o caso. O bolo ficou uma bomba. Nem pra comadre eu dei.

maio 24, 2009 at 11:47 pm Deixe um comentário

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